sexta-feira, junho 13, 2008

Pontos nos i's...

Sou militar no activo a mais de 9 anos, actualmente com o posto de Cabo Adjunto (topo da carreira para praças contratadas, sendo que ainda sou do regime dos 8 anos de serviço em RC (Regime de Contrato).

Fui SEN (serviço efectivo normal 6 meses), RV (Regime de Voluntariado durante 12 meses) e desde 19 Outubro de 2000 sou RC, na presente data tenho ainda um ultimo contrato de 6 meses disponível (referentes ao RV que teria um tempo máximo de serviço de 18 meses) findo o qual terei cerca de 10 anos ou seja 240 meses de serviço nas fileiras do Exercito Português.

Em Julho de 2000 fui nomeado para realizar o Curso de Cabos o qual terminei com aproveitamento. Fui Soldado cerca de 19 meses e meio (entre o SEN e o RV estive na disponibilidade cerca de 3 meses por motivos pessoais), sendo promovido ao posto de 2º Cabo em 01 de Dezembro de 2000 (tempo de posto 12 meses), fui promovido ao posto de 1º Cabo em 01 de Dezembro de 2001 (tempo de posto 36 meses) e a 01 de Dezembro de 2004 fui promovido ao posto de Cabo Adjunto, posto que actualmente detenho. A 01 de Dezembro de 2006 deveria ter subido de escalão mas por decisão do poder politico em vigor na altura congelou para todos os funcionários públicos (aos quais os militares contratados e de carreira são equiparados) as subidas de escalão congelando de certa forma a progressão na carreira profissional e também de certo modo o nível de vida.

Já participei em exercícios, a vários níveis desde: internos, nacionais, ibéricos, Nato, ONU e Eurofor em todos dentro da minha área que é as transmissões, participei em 2 Opval (Operação de Avaliação) e uma Creval (Company Rediness Evaluation), ambas são avaliações operacionais, em todas cumpri a missão que me fora atribuída, obtendo assim as companhias que represento e representei no passado o estatuto de operacionais (em 2000 estava como operador de transmissões num repetidor e atirador de metralhadora ligeira (HK-21) em 2004 fui operador de transmissões de centro de comunicações e estava na reserva táctica de defesa da companhia em 2007 fui condutor da secção de comando e novamente atirador de metralhadora ligeira).
De Setembro de 2000 a Fevereiro de 2001 participei no aprontamento de uma FND (Força Nacional Destacada) como destino a Timor Leste onde estive presente como militar de transmissões do 2ºBI/BLI/UNTAET (2º Batalhão de Infantaria / Brigada Ligeira de Intervenção / United Nations Transitional Administration in East Timor) que foi desde da Guerra do Ultramar a maior força nacional destacada com um efectivo superior a 850 militares (Oficiais/Sargentos/Praças)).
Participei na Presença Solidária na Serra da Lousa em 2004 como chefe de equipa de centro de comunicações, participei também no combate aos fogos desde 2005 até a presente data, sempre no âmbito militar (no rescaldo e prevenção de incêndios).

No desempenho de funções dentro da instituição militar, dentro de uma unidade militar, fui barista (1999 durante o SEN), escriturário da companhia (1999-2000 RV), em diversas vezes condutor de pesados e ligeiros, estive ligado aos vários cursos militares dados por uma Escola Prática preparando os meios audiovisuais e informáticos (2002-2005), fui desde 2005 até recentemente auxiliar na secção de educação física militar, onde alem de escriturário preparava também meios para a instrução militar e actividades extra militares como Slide e Rappel.

Em 2004 participei na Cerimónia de abertura do Euro2004 no Estádio do Dragão no Porto, acção que teve lugar sem qualquer respeito pelos participantes quer por parte da organização quer por outros elementos. Vários foram os militares que não foram voluntários para o evento (foi-lhes indicado que deveriam entregar uma cópia do BI e o numero de camisa e calça, não sendo informados para que se destinava as informações) sendo ordenado que deveriam participar sendo este um acto de serviço, a compensação dada a esses militares no terreno foi de 75 euros e um bilhete para um jogo da fase de grupos do campeonato (obviamente não foi para nenhum jogo de Portugal ou algum jogo interessante ou importante, eu tive a hipótese de escolher o vi o jogo em Braga, o Bulgária x Dinamarca sendo o outro jogo disponível era em Aveiro) porque houve quem se recusa-se a participar nesta actividade (sendo “actividade” não o termo que utilizaria para descrever o que se passou), alguém lucrou com a participação mas de certeza não foi quem participou na cerimónia.

Sempre me esforcei e irei continuar a esforçar para cumprir o meu dever na presente altura faltam-me cerca de 4 meses para o final do presente contrato tendo ainda como já referi a possibilidade de renovar por um período de 6 meses (tempo máximo previsto na lei de serviço militar), apesar de no presente momento ter “adversários” e adversidades pela frente irei continuar.

Uma pequena nota: em 2003 e 2007 fui operado no HMR-1 (Hospital Militar Regional - 1 no Porto), em 2004 fui operado no Hospital da Arrabida em Vila Nova de Gaia (através de um acordo da instituição com as forças armadas, operação não possivel de ser realizada no HMR-1) as 3 cirurgias foram realizadas com sucesso.

quinta-feira, abril 10, 2008

sexta-feira, abril 04, 2008

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Cantigas de outros tempos

"
A minha farda velhinha
Toda fodida
De andar a arranhar
Hoje tenho uma nova
Feita na moda
Por estrear...
"
.
"
Ele vai para a guerra
Deixa-lo ir
Ele vai para a guerra
Deixa-lo ir
Ai ai ai, que ele vai partir
Ai ai ai, que ele vai partir...
"
.
Estas são apenas 2 excertos de muitas canções que são ou foram adaptadas para os militares. A primeira foi sempre ouvida e cantada quando o pessoal se juntava após o trabalho no bar e na caserna onde nos reuniamos em convivio, onde não havia distinção de quem era do norte, do sul, do leste e do oeste. Estavamos todos para o mesmo uns obrigados e outros por vontade própria. Mas naquele tempo existia algo que hoje em dia é cada vez mais raro (o amor a camisola em especial a pátria), a segunda foi me cantada pela minha antiga namorada e pelas suas amigas dias antes de embarcar para Timor Leste, apesar de não ser um teatro de guerra, foi uma missão de imposição de paz. Foi um momento que me marcou bastante.
Adriano

quarta-feira, setembro 26, 2007

Piadas de caserna I

O Exército decide conceder reformas antecipadas ao seu pessoal mais antigo. A regra é a de cada voluntário escolher dois pontos no seu corpo e receber 100 Euros por cada centímetro de distância entre eles.

Um oficial pede para ser medido, claro está, do topo da cabeça à pontinha
dos dedos dos pés. Ele mede 1,90 m e, portanto, recebe 19.000 Euros.

Um outro oficial, mais pequeno mas um pouco mais esperto que o primeiro,
pede para ser medido do topo da sua mão erguida sobre a cabeça até à ponta
dos dedos dos pés. Recebe 24.000 Euros.

Um terceiro voluntário, um velho sargento espertalhão, solicita:
"Meçam-me da ponta do meu pénis até aos meus testículos".

O oficial médico encarregue do processo explica ao sargento que essa ideia
pode não ser muito proveitosa. Mas o velho sargento insiste. Baixa as
calças e as cuecas e o oficial médico coloca a ponta da fita métrica na
ponta do pénis do sargento e começa a medir. De súbito, exclama:
"Meu Deus! Onde estão os seus testículos?"

O velho sargento responde:
"Em Angola."

segunda-feira, setembro 17, 2007

Inicio da vida militar como - Soldado Pronto

Escola Prática de Transmissões, Porto, Abril de 1999
.
Após o fim da segunda parte da instrução militar (a especialidade) os militares do batalhão de instrução passaram a Prontos (designação dada aos militares que terminam com sucesso a fase de preparação para a vida militar).
.
Ao terminar o periodo de instrução complementar, fui transferido da 2º Companhia de Instrução de Praças (2ºCIP) para a Companhia de Transmissões e Comando (CTC). Onde como militar do Serviço Efectivo Normal (SEN) foi atribuida funções numa shelter (cabine) de transmissões pertencente a companhia e passei a desempenhar funções como barista no Bar de Praças. Durante esses restantes 3 meses do SEN alem do dia a dia normal (companhia e bar) participei no exercício Frontera 99 em Beja.
.
Frontera 99 foi um exercício militar entre tropas Portuguesas e Espanholas baseado num confronto entre os portugueses e os espanhóis, correu quase tudo bem excepto algumas coisas mas algo que ainda não deve ser divulgado, talvez mais tarde. Neste exercício participaram cerca de 500 a 600 militares de ambas as forças, algumas dezenas de viaturas tácticas (jipes, viaturas pesadas, entre outras). Um promenor fazer uma viagem Porto / Beja em coluna militar são 9 horas f*d*d*s e isto pela auto-estrada. Seja como for isto era na altura em que ainda a tropa ainda era tropa e ainda existia um ORGULHO em usar a camisola.
Adriano.